Dados

DADOS

As deficiências
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, cerca de 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência. Isso representa aproximadamente 650 milhões de pessoas. No Brasil, segundo dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010, existem cerca de 46 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a 24% da população.

Relacionamento
Sempre que quiser ajudar uma pessoa com deficiência, pergunte qual é a melhor maneira de proceder. E, não se ofenda se a ajuda for recusada, pois nem sempre ela é necessária. Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência. Por isso, procure tratá-las conforme a sua idade.

Confira a seguir 5 dicas para não passar vergonha com pessoas com deiciência:

 

Deficiência visual: consiste na perda total ou parcial da visão.

(18,8% da população brasileira, sendo a deficiência mais frequente)

  1. Utilize naturalmente termos como ver e olhar e nunca levante o tom de voz, a não ser que a pessoa solicite;
  2. Nunca brinque com o cão-guia e evite distraí-lo, pois a segurança da pessoa cega depende do alerta e da concentração do cão;
  3. Ao conduzir uma pessoa cega, ofereça seu braço (cotovelo) para que ela segure. Nunca puxe a pessoa pelo braço. Ao passar por portas ou locais estreitos, posicione seu braço para trás, de modo que a pessoa fique em segurança, atrás de você;
  4. Ao explicar a direção, indique possíveis obstáculos, além da distância e pontos de referência com clareza, evitando termos como: por ali ou por aqui;
  5. Sempre que se ausentar, informe a pessoa para que ela não fale sozinha ou acredite estar acompanhada.

 

Deficiência física: consiste na limitação física e/ou motora. (7% da população brasileira)

  1. Não fique apoiado na cadeira de rodas, pois, isso pode causar incômodo à pessoa com deficiência;
  2. Use palavras como ‘correr’ e ‘andar’ naturalmente. As pessoas com deficiência física também utilizam estes termos;
  3. Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão e perguntar como deve proceder;
  4. No caso de uma conversa prolongada com alguém que está na cadeira de rodas, sente-se para ficar no mesmo nível de seu olhar;
  5. Se estiver acompanhando uma pessoa que anda devagar, procure acompanhar seu ritmo.

 

Deficiência auditiva: consiste na perda total ou parcial da audição. (5,1% da população brasileira)

  1. Se não souber a Língua de Sinais, procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar, pode parecer que a conversa acabou;
  2. Jamais levante o tom de voz, a não ser que a pessoa peça para que o faça;
  3. Se não entender o que a pessoa está falando, não tenha vergonha de pedir para que repita a informação. Se necessário, utilize a escrita ou mímica;
  4. No caso de o surdo estar acompanhado de um tradutor/intérprete, fale diretamente com a pessoa surda;
  5. É errado usar o termo surdo-mudo, já que em alguns casos a pessoa surda pode desenvolver a fala e quando isso não acontece, ela pode se comunicar por meio da Língua de Sinais.

 

Deficiência intelectual: consiste na capacidade intelectual abaixo dos padrões considerados normais. Pode existir comprometimento na fala e na capacidade cognitiva. (1,4% da população brasileira)

  1. Trate a pessoa com deficiência de acordo com sua idade, evitando tratá-la como criança;
  2. Ao oferecer ajuda, certifique-se de que ela é realmente necessária;
  3. Quando necessário, fale mais devagar para que a pessoa entenda com clareza o que você está falando;
  4. Se não entender o que a pessoa está falando, peça calmanente para que ela repita;
  5. O termo deficiente mental é incorreto, pois apesar do comprometimento cognitivo, a pessoa tem uma deficiência intelectual e não uma ‘doença mental’.

 

Surdocegueira: A surdocegueira é uma deficiência múltipla, que consiste na falta de visão e de audição.

  1. Caso a pessoa surdocega esteja com um guia-intérprete ou com um acompanhante, se informe sobre qual a melhor forma de se comunicar;
  2. Ao se aproximar de uma pessoa surdocega, toque levemente sua mão para que ele saiba que você está ao seu lado;
  3. É comum que a pessoa surdocega queira tocar seu rosto e cabelos para te ‘enxergar’;
  4. Algumas pessoas surdocegas se comunicam colocando a mão em seu maxilar, para sentir a vibração do som que você está emitindo;
  5. Outra opção de comunicação com a pessoa surdocega é utilizar a Língua de Sinais, que deve ser gestualizada tocando a palma da mão da pessoa surdocega.

 

Terminologias

De acordo com o especialista em aconselhamento de reabilitação, consultor de inclusão e escritor Romeu Sassaki, o cuidado com as terminologias é fundamental pois “na linguagem se expressa, voluntariamente ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em relação às pessoas com deficiências”.

A Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que foi incorporada à legislação brasileira em 2008, determinou, entre outras ações acerca dos direitos deste público, novas terminologias para o tratamento de pessoas com deficiência.

Com isso, o termo correto passou a ser ‘pessoa com deficiência’, seja ela visual, física, auditiva ou intelectual.

Termos como ‘portador’, ‘deficiente’ e ‘necessidades especiais’ estão em desuso, já que a condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa. Ou seja, a pessoa não ‘porta’ uma deficiência, ela tem uma deficiência.

Tanto o verbo ‘portar’ como o substantivo ou adjetivo ‘portador’ não se aplicam a uma condição inata ou adquirida que faz parte da pessoa. Ou seja, a pessoa só porta algo que pode deixar de portar.

Também é importante evitar o termo ‘deficiente’, pois há uma associação negativa, que denota incapacidade e inadequação à sociedade. Ter uma deficiência é apenas uma característica. Assim, a pessoa não é ‘deficiente’, ela ‘tem’ uma deficiência.

 

Serviços

Apesar dos números, no Brasil, as pessoas apresentam muitas dificuldades ao lidar com as deficiências. Desde a abordagem ao relacionamento, são muitas as dúvidas que permeiam no campo das deficiências.

Muitos ainda confundem as deficiências como doenças, quando na verdade, as deficiências apenas impõem, em casos específicos, a necessidade de adaptações. Por isso, é imprescindível que todos saibam como se relacionar e tratar esta parcela da sociedade.

A Ludik conta com uma equipe de profissionais que podem compartilhar seus conhecimentos de forma simples e eficiente, por meio de palestras ou ainda na produção de conteúdo, garantindo uma melhor integração entre as pessoas.

 

Datas comemorativas

04 de janeiro

Dia Mundial do Braile

 

29 de fevereiro

Dia Mundial das Doenças Raras

21 de março

Dia Internacional da Síndrome de Down
02 de abril

Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

 

23 de abril

Dia Nacional da Educação de Surdos

 

25 de abril

Dia Internacional do Cão-Guia

 

28 de abril

Dia da Educação
06 de junho

Dia Nacional do Teste do Pezinho

18 de junho

Dia do Orgulho Autista

 

27 de junho

Dia Internacional do Surdocego

 

10 de julho

Dia da Saúde Ocular

27 de julho

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho

05 de agosto

Dia Nacional da Saúde

22 de agosto

Dia da Deficiência Intelectual

 

30 de agosto

Dia Mundial de Conscientização da Esclerose Múltipla

10 de setembro

Dia Universal da Língua de Sinais

 

17 de setembro

Dia Nacional do Cego

 

21 de setembro
Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

 

26 de setembro

Dia Nacional do Surdo
10 de outubro
Dia Mundial da Saúde Mental
11 de outubro

Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Física
10 de novembro

Dia Nacional da Surdez

03 de dezembro

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

05 de dezembro

Dia Nacional da Acessibilidade

 

09 de dezembro

Dia da Criança com Deficiência

10 de dezembro

Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

11 de dezembro

Dia Nacional das APAES

13 de dezembro

Dia Nacional do Cego